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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

ARMOTERAPIA


ARMOTERAPIA....


Lenine de Carvalho



Desmonto, limpo e lubrifico velhas armas, que me acompanharam por tantos lugares...
É uma espécie de terapia, manuseá-las, sem pressa, atentando para os detalhes mil vezes conhecidos.
As  pistolas automáticas,  os revólveres,   o velho rifle, a faca de caça alemã, pesada e com fio de navalha, a pequena adaga de combate, o punhal de trincheira, a faca de mato....
O pente de balas que guarda nove mortes intactas....a beleza brilhante da munição....
O contato tão familiar...
Olho-as sobre a mesa e o olhar e o pensamento se voltam para outras diversas lembranças...
Meu amigo Mauricio Synésio, mais do que um irmão, companheiro de tantos acampamentos, de tantos risos e lágrimas compartilhadas...
A memória quer sorrir....leva-me de volta, para um lugar que chamávamos de "Mata das Onças"...
Era uma enorme reserva florestal, dentro de uma fazenda, o dono era nosso amigo, autorizava-nos a caçar, acampar na mata, eram centenas e centenas de alqueires de mata, intocada, que devia estar da mesma maneira desde que o mundo fora inventado.
Havia sempre muitos rastros de onças e por mais de uma vez chegamos a ver algumas delas, sussuarana, ou onça parda, o puma americano.
Acampávamos na mata, pelo prazer puro e simples da oportunidade de estarmos em contato com a natureza primitiva, levávamos as muitas armas, munições, praticávamos tiro em alvos improvisados, extraíamos um palmito tenro, fresco, macio e saboroso que comíamos com mel de abelhas, junto a um riacho que refletia as copas das árvores.
Também caçávamos....sem crueldade ou espírito destrutivo, mas havia cervos, veados mateiros, porcos do mato, pacas, antas e capivaras, além das onças...
Atirávamos apenas em um porco do mato, ou um veado mateiro, uma paca ou uma capivara, o resto daquela gente deixávamos em paz, por respeito a todos eles e por sabermos que se reproduzem pouco e já não há tantos...
Limpávamos a caça, assávamos numa fogueira que fazíamos dentro de um buraco no chão, comíamos um pouco e levávamos o resto para casa....só muito tempo depois é que voltávamos a atirar novamente.
O prazer maior era acamparmos, dormirmos ao lado da fogueira e durante o dia, observar as mil belezas da mata, as tantas e diferentes flores, os bandos de macacos brincando nas árvores e que irritados nos atiravam frutas e galhos quando nos viam, protestando contra nossa presença em enorme gritaria.
O verde....o verde de todas as cores....sentir a vibração que emanava das árvores, abraçar um tronco....fechar os olhos e sentir a troca de energias, refletir sobre o perfeito equilibrio, a harmonia ainda não desequilibrada, a mão de algum Deus em todas as partes, um Deus ainda livre e primitivo, puro, que não havia se tornado refém dos homens e seus interesses, um Deus ainda não usado....Um Deus Uno e Multiplicado, em cada verde folha da mata...
Espíritos de quem antes de nós, havia caminhado pelas mesmas trilhas e as Entidades que sempre haviam estado lá...
Tudo isso era sentido, pressentido, com maior ou menor intensidade e com uma reverencia, profundamente respeitado....
Os olhos se umedecem com as lembranças....minha velhice já principiou....os sonhos e as esperanças tomaram novas formas, novos rostos, cores diversas, mas a essência das decepções e renúncias, do que foi e é um amargo sentir, parece que não quer envelhecer...
Ah, a mata como um todo....lembrança bonita para se guardar para mais tarde.....e o mais tarde já chegou....chegou tão depressa...junto com quentes lágrimas....
Mas, a memória quer sorrir, quer ter o direito de escolher entre as tantas vivências, o que trazer para o instante de agora e escolheu trazer a estória do Carvoeiro e do Caipora, motivo de tantos risos aquela noite e o tempo todo depois.
Ao lado da mata, cercada de pastos, havia o casebre, onde humilde familia morava, eram carvoeiros, arrancavam os enormes tocos de grandes árvores que haviam há muito sido derrubadas para dar lugar aos pastos e desses tocos, fabricavam carvão, que depois vendiam na cidade.
Deixávamos o carro junto à casa deles e sempre levávamos pacotes de bolachas para as crianças, alguns doces, uma garrafa de aguardente para os adultos, às vezes um pacote de arroz, óleo, café...
Fazia tempo que não íamos acampar, estávamos com vontade de comer um porco do mato assado na fogueira, resolvemos preparar junto a duas árvores um pouco distantes, um chamariz para os porcos, sal grosso esparramado no chão, algumas espigas de milho e um pouco de mandioca cortada em pedaços.
Construímos um pequeno girau, estaleiro, em cada uma das árvores, em altos galhos, onde deveríamos ficar durante a noite, eu numa árvore e meu amigo Maurício em outra, esperando que a manada de porcos viesse comer o que havíamos deixado para eles.
Nos rifles 44 e 38 as lanternas magnéticas fixadas nos canos...bastaria acendê-las e apertar o gatilho, a bala atingiria o que o centro da luz iluminasse, sem necessidade de se fazer pontaria, mesmo porque no escuro não daria para se ver a alça de mira nem a massa de mira das armas.
A tarde era verde...e falava conosco....meu espírito sabia intuir, entender, a verde linguagem da mata...da verde tarde...o pressentir de entidades...
Quase noite, nos preparamos para subir nas árvores, a uns cem metros de distancia uma da outra.
Descobrimos então, frustrados, que nenhuma das lanternas funcionava, apesar das pilhas novas.
Nas mochilas havia velas brancas, as levamos para os estaleiros nas árvores, para bem ou mal iluminar o caminho, na hora de voltar e teríamos de confiar na institiva pontaria, atirando no escuro, guiados pelo barulho, se os porcos viessem.
Meu amigo Maurício, a quem eu humorísticamente chamava sempre de "Nhô Muriço.." e ele me chamava de "Nhô Lenin......"....
Acomodados nos estaleiros, não podíamos fumar, nem usar repelentes de insetos, nenhum barulho poderia ser feito, ou caça nenhuma iria aparecer..
Sentado em meu estaleiro, silenciosamente observo a mata escura......advinho os macios pássaros noturnos, pelos sons às vêzes lúgubres e tristes de seus cantos.
Os mil ruídos da mata....tão familiares e conhecidos...a satisfação, a profunda alegria por estar naquele lugar, naquele momento, naquela hora, sentado num estaleiro nos altos galhos de uma árvore, sentindo a mata e a noite em meu redor, o saber que meu amigo "Nhô Muriço" estava mais adiante, segurando um rifle em outro estaleiro.
E a noite foi se passando, sem que nenhuma caça se aproximasse de onde há tantas e cansativas horas estávamos, o corpo já protestando pela forçada permanência em tão cansativa posição.

"__Nhô Muriço !!! "

"__Nhô Leninnnn !!! "

"__Vamos embora que não vai aparecer ninguém !

"__Então vamos !!! "

Então descemos das árvores, acendemos as velas e com as velas acesas nas mãos vinhamos gritando um para outro, "Nhô Muriço !!! " Nhô Leninnnn"....para nos guiarmos pelas vozes um do outro e nos encontrarmos.
Assim a mata encheu-se com nossos gritos, a acompanhar duas velas acesas iluminando a trilha, até nos encontrarmos e irmos para o acampamento, dormir o resto da noite...
No outro dia de manhã fomos embora.
Um mês depois voltamos, ficamos 3 dias acampados, matamos um veado mateiro, atravessado num grande galho verde o assamos inteiro na fogueira preparada num buraco no chão.
Mais tarde Nhô Muriço iria curtir o couro, esticá-lo e embalsamar a cabeça com os chifres, pregando-a com olhos de vidro, num pedaço circular de madeira.
Levantamos o acampamento quase noite já e fomos para a casa do carvoeiro, onde estava o carro, para guardarmos as coisas, nos despedirmos daquela gente humilde e hospitaleira e irmos embora.
O nosso amigo carvoeiro tinha visitas, um compadre que morava num sítio a alguns kilômetros dalí.
Nos convida para entrar, tomar um café, "prosear" um pouco....não aceitar seria falta de educação, iriam se sentir ofendidos.
Ao redor da mesa, eu, Nhô Muriço, o carvoeiro, seu compadre e um filho pequeno deste.
O compadre do carvoeiro então nos diz:

"__Vocês tem muita coragem de passar a noite nessa mata....

"__Porque você diz isso? Eu lhe pergunto..."

"__Nessa mata.....tem "coisas"...."

"__Que coisas?

"Eu sei que vocês sendo da cidade, não vão acreditar, mas é muito perigoso passarem a noite aí dentro dessa mata. "

"__Mas, que perigo tem? Estamos sempre muito bem armados."

"__Ah, essas armas de vocês não valem de nada para enfrentar o que eu já vi..."

"__Mas, o que foi que vc já viu lá na mata? ?

"__Eu ví....o Caipora !!!

Noto então que o filho pequeno dele, está de olhos arregalados, ouvindo atentamente o que o pai esta contando...

"__Viu?? "

"__Sim, ví..."

"__E como ele era? "

"__Bem, eu não cheguei a ver muito de perto, mas eu ví....e eram dois Caiporas !!! "

"__Dois?? "

"__Sim e deviam estar cumprindo alguma penitência, pois imagine o senhor, que no meio da noite cada um carregava uma vela acesa e gritavam sempre a mesma coisa..."

"__E o que eles gritavam? "

"__Um gritava: Nhô Muriiiiiiiçuuuu !!! E outro respondía: Nhô Lenííííííí !!! Daí parece que se encontraram, pois as duas velas começaram a andar juntas e os gritos acabaram ! Então eu corrí para minha casa e fui rezar, agradecer a Deus por que eles não me viram...."

A duras penas conseguimos segurar o riso, eu e meu amigo Caipora Nhô Muriço.....
Já de volta, dentro do carro, entre gargalhadas gritávamos um para o outro:
Nhô Muriço !!!
Nhô Leninnnnn !!! "

.....Atrás de nós, no escuro, a mata guardava os poemas que eu não sabia que iria escrever mais tarde...como guardava também, as outras vivências que ainda me estavam destinadas, pois os Verdes Espíritos, A Entidade Una e Multiplicada, A Roda do Destino, tudo sabiam....tudo sabem.....
Olho as velhas armas sobre a mesa.....limpas, lubrificadas e montadas....é necessário guardá-las agora....é necessário guardar também as todas lembranças.....para usá-las mais tarde.....

Lenine.... 

domingo, 10 de março de 2013

AVISO AOS NAVEGANTES



  
A Igreja já àquela época, que se perde na memória do Tempo, era puro Socialismo à falta do termo Comunismo; os homens das lavouras - pobres até hoje - recebiam do Estado religioso as benesses espirituais antes das materiais e, muitas vezes, nem essas recebiam; ficavam nas bênçãos, e só. Quero dizer que desde tempos milenares os poderosos sempre usaram a humildade e a ignorância popular para controlá-la. Você vê alguma diferença aos dias atuais?

O Socialismo é um espírito ancião e bom, quando usado para levar felicidades e igualdades a todos indistintamente. O Comunismo... Esse, sim, é hediondo; o bem comum, encontrado entre as classes ricas e pobres da população, se torna, de fato e de direito, comum a todos, excetuando-se, é claro, a classe dominante. Essa não divide, apenas soma e multiplica. Daí... Os que viveram sob esse regime falido, mas cruel enquanto atuante, rebelaram-se; saíram das camadas do lodo social pestilento aos ares mais puros: os ares da verdadeira liberdade. Hoje, os falsos líderes desejam o que pode servir aos seus planos de desmonte da democracia para levar todos ao Inferno, já banido em muitos países. O Comunismo é um mito; não passa dessa qualidade pueril. Abraços.

                                                                                                  Morani

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Hoje, 30/10/12, assistindo à transmissão dos trabalhos do Senado brasileiro, tive a oportunidade, mais uma vez, de ver e de ouvir o Senador Mario Campos. Como sempre, ele abordava a indiferença criminosa do governo Dilma Roussef aos aposentados que percebem mais de um mínimo como aposentadoria. Antes, devo esclarecer que se esses cidadãos recebem mais de um salário-mínimo por mês é porque fizeram por isso: pagaram à maior, e não apenas sobre um salário-mínimo. Quero dizer que os descontos nos salários e as contribuições à Previdência eram e são obrigatórios. Ora, justo seria o reajuste obedecer ao mesmo percentual de quem recebe apenas um salário-mínimo. A nossa Carta Magna prevê a isonomia; não manda se faça diferença nos reajustes. Mas o escopo deste comentário não é para reclamar direitos justos, o que já seria mais que válido. É para apontar a grande canalhice que se fez ao ilustre Senador, que nos defende a unhas e dentes, no momento em que ele se encontrava na tribuna discursando. Cortaram por diversas vezes o seu lúcido e objetivo pronunciamento, calando o som da Casa; estava na presidência da mesa a Senadora Grazziotin. Essa acaba de perder as eleições para Prefeitura de Manaus para o ex-Senador Arthur Virgílio, do PSDB, e, distraída, como que reprovando a fala do Senador Mario Campos, brincava com o seu celular à Presidência da sessão. Não dava a mínima para a situação embaraçosa e constrangedora pela qual passava o referido Senador da República sem som aos microfones e que merece todo o respeito seja qual for o assunto que ele aborde e a sua maneira de se pronunciar: enfático! Como ele criticava, e muito bem criticado, o governo Dilma, e apelava ao STF para que julgasse os muitos colegas seus do Senado por improbidades e muita corrupção, silenciaram-no vergonhosamente. O Senado é ou não é um dos berços de nossa democracia? Ali se reúnem os representantes dos Estados brasileiros apenas para conversas moles sem importância e para passar as mãos por cima aos erros do governo central? Só se deve falar bem e só o bem, quando a podridão caminha por corredores e saguões daquela Casa? Se ele generalizou a todos os componentes do Senado, também, por tabela, se incluiu a essa crítica mordaz e correta. Só se vêem atingidos os que têm os seus rabos presos aos processos vergonhosos, como o mensalão e outros escândalos. Será esse um dos sinais de um processo para um governo de exceção e de um só partido?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Recadinho...


Amigos seguidores:

Com referência ao questionamento levantado por alguns sites, referente às famosas "sacolas” plásticas em supermercados, fácil nos é deduzir: alguém não deve ter recebido a sua "gorjeta", tão comum aos órgãos governamentais. A corrupção é endêmica e não há vacina contra ela. Voltam as velhas e eternas bolsas plásticas que levarão anos para se degradarem. Ah, Brasil....

Quanto ao Lula..., quanto mais se mexe, mais fede. Melhor é nada comentar sobre esse cidadão (?). Maluf, a mesma coisa. Haddad, nem se fala. É petista? Tem a marca a ferro da Estrela Vermelha? Então, dá tudo no mesmo.

Rio + 20 é o fracasso de tudo que se faz dentro de nossos limites territoriais. Pode sair algo de bom dentro do nosso país? Todos vêm aqui somente para "férias" extemporâneas: passeios, diárias polpudas e farras com as nossas meninas das noites. A tal Rio 92 deu em alguma coisa prática? Não acredito nessa gente que se envolve de modo vago aos problemas reais do planeta. Cada qual que limpe os "poleiros" sujos de suas nações e bola pra frente, que essas reuniões de notáveis não dão em nada! E haja dinheiro público para montar o aparato de proteção aos nobres senhores do poder!!!!!! Arre!!!!!!!!

Valeu. Abraços.
                                                                          

quarta-feira, 30 de maio de 2012


                       O BRASIL DE SEMPRE


        Desde que tomei conhecimento da existência da TV Senado, tenho o costume incontrolável de não tirar os olhos da “telinha” que nos revela o grande e confortável plenário onde  os nossos representantes se sentam em poltronas espaçosas. Só    deixo de assistir aos debates quando o Presidente da mesa encerra os trabalhos do dia ou quando não há trabalhos televisados diretamente de lá.
          Exerço, assim, no recôndito da minha casa, a minha cidadania por não me negar enviar e-mails a alguns parlamentares. Dessa forma, demonstro que sou um fiel assistente a todos os debates que soem acontecer naquela Casa; sejam discursos dos situacionistas ou os dos oposicionistas. Digo-lhes, com tais e-mails: “Estou atento aos seus movimentos; anoto o que dizem; eu os cobrarei, com meu voto.”
          Alguns deles parecem dissociados totalmente dos acalorados debates sobre a atual situação vergonhosa evidenciada nas duas Casas do Congresso, em se tratando de corrupção no Parlamento.
           Sobem às tribunas com assuntos totalmente fora do contexto atual: as passagens aéreas para as suas sedes dentro do país e para o exterior. Porém, estendem o “Trem da Alegria” a parentes, amigos, funcionários e, pasmem, até aos times de futebol! Outras práticas obscenas são geradas pela famigerada “Verba Indenizatória” e, mais recentemente, os Planos de Saúde vitalícios aos senhores senadores e aos que já não o são, engrossados por seus familiares. A última mais recente: a análise de 300 “vetos” presidenciais para votação. Dentre eles, embutido nos esconsos dos muitos vetos de anos, o que dava um sonoro “NÃO” aos reajustes aos aposentados com mais de um salário-mínimo em seus ganhos. Felizmente, o plenário assumiu o seu compromisso com os idosos abandonados e esquecidos pelo governo LULA, que dá uma de “bonzinho” ao FMI com empréstimos de valores que bem poderiam ser canalizados para cobrir aqueles pagamentos previstos na Constituição de 1988.       
           O vergonhoso é vermos como alguns senadores têm pendores às artes cênicas; choram copiosamente quando usam as tribunas para suas defesas ao serem alcançados por denúncias de péssimo uso de imóveis que nós, trabalhadores da ativa e os aposentados, patrocinamos com cinco meses de trabalho ao ano, só para pagarmos impostos. Mas na hora de se expressarem a favor dos injustiçados, ficam em cima do “muro”, dóceis às ordens do Palácio do Planalto. Por aí se vê que nem fedem, nem cheiram, aliás, só fedem!  São uns “dandys” que se defendem, entre si com todo o denodo. Não querem sujar os dedos em suas “imundícies” e nas de seus pares. Jogam água fria na fervura dos pronunciamentos daqueles que lá vão para expor os “podres” do Poder, ou melhor: do Governo! São amorfos. São crisálidas fechadas em seus casulos, ignorando - por quê? - a situação de uma corrupção putrefata que campeia desavergonhadamente na capital da República.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

COMENTÁRIO


COMENTÁRIO


A explanação do General Bini, a respeito da instalação da Comissão da Verdade pelo governo Dilma, foi clara e objetiva. Eu mesmo já havia comentado sobre a Anistia Geral e Irrestrita comungada por ambos os lados ao fim da sucessão de militares ao comando dos destinos da Nação brasileira por civis. Já que houve consenso, por que, agora, passados vinte e oito anos, remexerem-se em fatos que foram iguais, à época revolucionária, que de revolucionária não houve caráter algum. Os sangues derramados se deram entre os elementos das forças legalistas e os das forças contrárias, chamadas, então, terroristas. Os militares, desejando impor a ordem e a disciplina política e social; os chamados "terroristas", objetivando a derrubada de uma ordem que contrariava seus interesses, lídimos sob a ótica do movimento civil de então.

Acredito que os nossos jovens nascidos após a era dos militares ao Poder, não têm o mínimo interesse em que a história seja refeita, mas desejam, sim, que o Brasil faça a sua História hoje e que tome o seu impulso ao progresso e à ordem; que se restabeleçam as prioridades da população brasileira com: Saúde, olhada com mais carinho; ensino, mais atualizado e pronto a lhes dar condições de futuro tranqüilo e participante aos destinos da Nação brasileira; empregos, dignos e aliados à justiça social e à distribuição de renda mais efetiva, e não subjetiva; direitos, adquiridos e constantes de nossa Carta Magna de 1988, sem desculpas e subterfúgios; verdade, agora, para que tudo seja às claras e que nada siga os caminhos do obscurantismo, quando se tratar de expor esses ou aqueles corruptos que empobrecem mais ainda aos que já se encontram à margem da vida social do país. Acredito: remexer a lama que pode ter se formado àquela época, e que já deveria ter sido esquecida, poderá trazer conseqüências não desejadas atualmente por todos nós.

Finalmente, que Deus Ilumine as cabeças que pensam atualmente pelo regime democrático verdadeiro: a implantação definitiva da Verdade, da Paz, da Ordem e do Progresso, constantes e absolutos. Abraços.

terça-feira, 3 de abril de 2012

CARTA AO SENADOR RANDOLFE RODRIGUES

Senhor Senador:

Quando o Senador Randolfe Rodrigues surgiu no plenário do Senado
Federal e logo que ocupou a tribuna para a sua primeira fala, vibrei
muito; primeiro, por ser Va.Sa do mesmo partido da ex-senadora Heloisa
Helena, de tão gratas lembranças; segundo, por ser ainda muito jovem.
Ser jovem e político, não são fatos costumeiros em nosso país. Os
problemas sérios da Brasil não são assuntos a serem discutidos nas
pautas de nossa juventude. Contudo, deveria ser o contrário.

Não sei a sua idade, e principalmente à época dos governos militares.
Pois bem: estamos numa democracia de fato e de direito?
É o que se diz, mas não é bem o que se sente. Democracia demanda
respeito aos direitos adquiridos, e ainda que não os haja o Estado tem
o dever de fazer que funcionem todos os direitos àqueles primeiros e
os demais.

Não obstante, não são esses os motivos que me moveram enviar o
presente e-mail ao nobre senador da República. Fala-se muito daqueles
militares que governaram o país de 1964 até as primeiras eleições
pós-anistia. Havia, então, um governo vigente que deveria ser
respeitado, militar ou civil. Porém, as circunstâncias agudas, àquelas
quadras da vida do país, não permitiram houvesse esse respeito ao
governo civil de então. Contam-se muitas torturas no período dito
militar, não só pelos poderes atribuídos àqueles, mas pelo poder
clandestino dos guerrilheiros, igualmente. O que levou a esse dito
“golpe militar”, e suas implicações, foram justamente às situações
caóticas em que o Brasil vivia à época. O que desejam, atualmente, os
lídimos reclamantes é uma retratação e a uma reparação pelos fatos;
mas ambos os lados – governos e guerrilheiros – tiveram as suas
baixas. Se houve violências, elas aconteceram aos dois extremos.
Agora, deveria entrar, nesses instantes em se debatem fatos, que já
deveriam ter sido esquecidos, o espírito democrático que elevaria
esses extremos a uma igualdade. Muitos militares inocentes também
foram mortos. As famílias desses serão igualmente abonadas? Far-se-á
Justiça apenas a um lado? Remexeram-se por que, essas águas
estagnadas? Com que fito? Justiça, apenas, ou o simples fato de
desestabilizar nossas Forças Armadas diante da população brasileira de
agora, que tem à espera muitas, mas muitas décadas em realizações
concretas a seu favor pelos governos federais de todos os períodos. O
mal maior de nossa Nação, ínclito Senador Randolfe Rodrigues, é a
repugnante corrupção que grassa como um câncer moral de difícil
extirpação. Só mãos hábeis e éticas poderão manusear o bisturi para
combater esse mal. Poderemos esperar isso?
Com os meus respeitos.

quinta-feira, 22 de março de 2012

MENSAGEM AO SR. TIAGO B. MAFRA

Ao senhor Tiago Barbosa Mafra, via blog "Dissolvendo no Ar":

Ainda aguardo com a mais viva expectativa ver crescer o meu poder de compra; a cada ano, os meus proventos de aposentado - como os de outros milhares e milhares de idosos -, só fazem "encolher", graças ao sistemático cálculo a menor aos que recebem acima do salário mínimo pela época dos "reajustes", que só incidem sobre os que ganham um mínimo. Ora, meu amigo: se eu até 1997 recebia cerca de 7,5 salários por direito não só ao "contrato" junto à Previdência Social, que é bilateral, hoje amargo ver a minha entrada, muito brevemente, ao grande círculo de proventos do tamanho de um mínimo apenas. Isso pode ser considerado "distribuição de renda" justa? Onde ficarão os direitos - consoantes nossa Carta Magna de 1988, e das muitas antes - de que não se podem, sejam por quais motivos alegados, diminuir, paulatinamente, quaisquer salários, proventos ou benefícios?! No entanto, se esse for o espírito do Socialismo que se queira instalar, através desse atual governo Dilma, em breve teremos aumentada a classe de miseráveis idosos e doentes sem possibilidades de entrarem nesse concorrido mercado de trabalho, tão mais exigente do que a necessidade real de um país ainda em desenvolvimento. Veja os índices de desenvolvimento humanos que são atribuídos ao Brasil.

Não, meu amigo. Chega-se à triste conclusão de que aqui, neste país que se pretende rico, os idosos são tratados como se fossem rebotalhos, ou dejetos sem uso prático, de uma sociedade que se pretende mudar à força de palavras apenas. Saiba sobre a PEC que se deseja votar no Congresso a favor dos funcionários públicos com deficiências físicas, e que o Senador Álvaro Dias pretende estender a todos os aposentados, da iniciativa privada, nas mesmas condições dos primeiros. Quer dizer: pretende-se, com a tal PEC, estabelecer na Previdência privada duas classes de aposentados: uma “elite” bem remunerada, e com todas as prerrogativas de paridade aos da ativa em detrimento à outra classe de iguais direitos e necessidades. Será esse o Socialismo que se deseja para os brasileiros? De repente, estaremos nós, idosos aposentados com mais de um salário mínimo, impossibilitados de comprar, sequer, o mais simples medicamento. Pode-se confiar no nosso Sistema de Saúde?

quarta-feira, 21 de março de 2012

CARTA A UM SENADOR

Estimado Senador:

Vimos eu e minha esposa acompanhando os debates do Senado desde que foi ao ar a TV dessa Casa Legislativa. Os oradores que ocupam a tribuna nos trazem algumas novidades, mas nem sempre; não é segredo algum que há parlamentares com o mais vivo receio de tocar nas condições dos aposentados da iniciativa privada que aufiram proventos acima de um mínimo. Quando se toca em verbas, só se fala da condição péssima da Educação, da Segurança e da Saúde. Concordamos a isso; contudo, o que não está mal nesse país de maioria situacionista no Congresso? Não temo afirmar sem crédito a maioria dos senadores que ocupam tão importante tribuna. Aliás, infelizmente, não só os senadores como os deputados – esses muito mais – perderam a credibilidade por muitos motivos já de seu inteiro conhecimento, e por Va Sa confirmada em plena tribuna.

Agora, e para ser mais preciso, na última sessão, chegamos ao momento em que Va Sa usava a mesma tribuna para esclarecer sobre a situação dos funcionários públicos que teriam direito a se aposentar com salário integral, e em paridade aos da ativa, se portassem alguma deficiência física. Até aí, tudo bem. Isso seria o justo a todos os aposentados. Não seria favor algum, mas o pleno reconhecimento do mérito da questão e ao direito de cada qual, com ou sem deficiências de quaisquer naturezas, consoante nossa Carta Magna de 1988.

Depois, já em sua poltrona, o insigne Senador se reportou a essa condição dizendo, ainda, que seria votada a PEC que trata disso o mais rápido possível e acrescentando a extensão da medida aos da iniciativa privada desde que nas mesmas condições físicas às dos funcionários públicos.

Ora, aí teríamos no Brasil duas elites de aposentados da iniciativa privada: os que por quaisquer motivos tenham, presentemente, a condição de deficiência física (seriam igualados aos do funcionalismo público) e os outros, normais, que ganhem acima de um mínimo. Ao bem da verdade, quais os idosos, salvas algumas exceções, não estão, pela idade ou por doenças, privados de condições normais? Somos muitos os idosos deficientes por doenças e males próprios às idades e às condições de vida. E esse jargão, tão usado por muitos dos senhores, por jornalistas alinhados ao Poder Central e por Ministros de que a Previdência está falida, não pega mais. A Previdência jamais poderá ser deficitária e isso foi dito pelo próprio Senador Paulo Paim, por outros como o Senador Mário Couto e pela ex-Senadora Heloisa Helena, que pugnou muito por nós quando ocupava uma cadeira nessa Casa e, ainda, pela própria Constituição de 1988.

Nós apenas desejamos os nossos direitos. Se hoje nós auferimos proventos mais elevados foi justamente por contribuirmos à Previdência consoante os nossos maiores salários, enquanto na ativa. E os contratos, entre a Previdência Social e nós, trabalhadores, têm mão dupla: trata-se de contrato bilateral. Apreciaríamos ver o digno Senador tocando ao assunto dos aposentados privados com mais de um salário, na mesma tribuna ocupada sempre por Va Sa, com dignidade e verdade que lhe são comuns. Comete-se assim, jogados à indiferença esses nossos lídimos direitos, uma das maiores injustiças sociais em difícil situação de resgate.

Era isso o que nós tínhamos a lhe dizer.

terça-feira, 20 de março de 2012

COMENTANDO...

A muito querida mana e amiga Te.


Há coisas que podem ser mostradas da forma como Mauricio de Souza o fez. Analogia cabe muito bem aqui. Mudam as épocas, mas a tendência natural é a repetição de fatos passados.
Assim, o mundo, que pareceu em um determinado período caminhar sempre à frente, como num passe de mágica, faz um retorno ao passado. São ciclos da própria evolução. Se não houve um esgotamento da caminhada, o correto seria jamais se repetirem as mesmíssimas coisas já entronizadas pela Humanidade. Contudo, não é assim que se vê; não muda de "quadro", como quando você rola as imagens em seu PC, como agora.

Sempre haverá umas novas descobertas e com elas novas práticas que já se acreditavam esgotadas retornarem com a mesma força, habituando os seres humanos a pisarem as mesmas pegadas de seus antepassados.

Mauricio de Souza usou de filosofia muito "refinada" em forma de HQ (História em quadrinhos) porque as pessoas detestam a leitura de bons livros e partem para as facilidades e rapidez das imagens projetadas. Sentar-se à roda de uma mesa, em uma sala de visitas, para debaterem as “modernidades” pensando a vida; analisando as implicações de tal ou qual avanço, não lhes faz nenhuma diferença.

O imediatismo e a satisfação que isso traz ao ser humano são bem mais palatáveis. Infelizmente, é a Lei do menor esforço envolvendo mentes e vontades, arrojos e os pulos à frente, pois sempre que houve o intrigante, o desafio e a vontade de desvendá-los, a Humanidade passou a um novo estágio e a enxergar horizontes mais límpidos no tempo presente mesmo; evoluiu e se descobriu em um mundo novo. Não existe distância entre o passado e o futuro porque nem passado ou futuro existem, e, pois, não existe Tempo, como pensamos e vivemos; o Tempo é o presente; na verdade, existem o aqui e o agora. Olhando-se esse simples posicionamento de atitudes, no presente, teremos uma visão de uma nova caminhada, que se inicia logo que pomos a mente a funcionar e que nos levará a não repetirmos tudo, mais uma vez. Por nossa índole saudosista, vivemos em ambas as pontas: para trás, buscamos corrigir ou tirar os ensinamentos nem sempre excelentes para o hoje; visualizando o amanhã, nada aprenderemos e nem mesmo sabemos se existirá “amanhã” a cada um de nós. O amanhã é quimera, e a Deus Pertence. Os amanhãs são eternos e a eternidade acontece em outra dimensão. A fragilidade do ser humano não lhe dá o direito nem de cogitar o segundo seguinte a uma ação. Pois é: Mauricio de Souza é um filósofo em um emaranhado de linhas que constrói o HQ - ponte às meditações mais práticas. Não será isso o que se pede à Vida? Ou não? As novas descobertas vieram à luz após anos de estudos e de meditações; de experiências e de ações, e ambas solicitam-nos caminhar em vez de nos sentar à espera dos acontecimentos. Nós é que fazemos acontecer.

domingo, 18 de março de 2012

AH... SEMPRE IGUAL...

Bom dia e bom domingo a você amigo e fiel seguidor!


O Tempo virou por aqui. Fecha um ciclo natural do clima. Bem, não soubemos o que foi o Verão. Passou, terminou e não deu as caras. O Outono se for igual ao de 2011, será terrível: mais frio do que calor ou amenidades.

O que não é ameno é o nosso Brasil. Continua o mesmo de há 60, 70 anos atrás, só que muitas vezes pior! Àqueles tempos eram exigidos seriedade, ética e vergonhas às caras. Havia algumas então. Ninguém gostaria de ter seu rosto estampado e servindo de manchetes em jornais sério como o "Diário de Notícias" e um como a “Última Hora” ou “Gazeta Mercantil”

Hoje? Ah! Ah!... Tanto faz como tanto fez! Kassab deveria ser kassado logo, logo! Só inventa novidades “obscenas”. Não “corre” atrás ao que não presta de verdade, ao que apodrece debaixo às nossas narinas já tão poluidas pelo "mau cheiro" em geral.

Essas empresas que se riem das desgraças levadas aos seus usuários deveriam, por seu lado, após uma multa violenta, ser fechadas. É preciso que se dê o bom exemplo, mas quem quer isso? Os parlamentares? Não! É indiferente a eles. Esses, se pegos em corrupção, não serão julgados por um Tribunal comum. Nos Estados Unidos da América quatro ex-governadores estão nas cadeias mesmas, em xilindrós, por trás das grades, trancafiados sem quaisquer amenidades jurídicas vendo o Sol quadrado, por improbidades.

Na China, homossexual é executado após desfilar pelas ruas sobre um veículo tendo uma placa dizendo qual o seu crime. Isso já é demais! Não é preciso executar o infeliz. No Afeganistão também é assim rigoroso: enforca-se o "desviado". Jovens, muito jovens pendurados pelo pescoço até a asfixia; não são lançados de certa altura: esse tipo de execução parte o pescoço e o condenado morre quase instantaneamente; na antiguidade, lá pelo oriente dos Sultões, os ladrões tinham suas mãos decepadas em praça pública. Quaisquer cidadãos sem ambas as mãos, sabia-se claramente que as tiveram decepadas por roubo. E os crimes de morte? De morte e por traição doméstica – infidelidade conjugal - eram apedrejados até a morte.

Só o nosso Brasil é o paraíso dos crápulas; por isso o empenho de vigaristas italianos e de outros países sul-americanos e, mesmo, de outros pontos cardeais da Europa vir se homiziar em terras brasílicas... E já temos tantos em Brasília!!!!!! O que se fazer deles, e com eles? Nada... O brasileiro ama ser passado pra trás, adora ser enganado, aprecia e mentira. Fazer o quê? Ah, Cabral... Ah, Cabral... Por que veio você dar a essas terras?

Valeu! Abraços. Ainda veremos o Imperador goleando o "Curintians".

Morani

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

SOBRE ESCRUTÍNIO VENCEDOR DESFILE PAULISTANO

CARNAVAL É ISSO?

Fato lamentável por muito tempo o ocorrido no evento de apuração dos votos para se estabelecer a Escola de Samba vencedora do desfile deste ano do Carnaval 2012 nessa cidade. Puro vandalismo ou vaidades ofendidas por receios de que houvesse corrupção
aos jurados, que por força de propina tenham dado notas mais elevadas para essa ou aquela Escola?

De qualquer modo, são inaceitáveis que um dos elementos da Escola, que se sentiu prejudicado, levasse a efeito as atitudes grosseiras incompatíveis ao espírito carnavalesco e lesivas ao nome de sua agremiação. As autoridades ligadas aos eventos de momo deveriam se reunir e feito um acordo com a Associação das Escolas de Samba de São Paulo para suprimir a qualificação de primeira, segunda e terceiras escolas. Não haveria mais esse sufrágio anual; todas seriam dadas vencedoras. Isso só acende os ânimos nada tranqüilos e incendeiam gestos truculentos como o que o jovem integrante prejudicado - ao seu modo prepotente de apreciar - demonstrou diante das câmeras das TVs; gestos que chegaram à imprensa do exterior. Belo papel! Um apoteótico desfile carnavalesco oferecido por todas as agremiações é enlameado por uma cabeça quente. Isso, um dia, há de virar caso de morte.

Que tal levantar essa possibilidade? Compete aos meios de comunicações levantarem essa bandeira bastante pacificadora antes que tragédias se elevem acima do bom senso. Valeu e abraços.

Morani

sábado, 11 de fevereiro de 2012

COMENTANDO MENSAGEM DO JAPÃO

DESABAFO II

Querida Te, minha mana amiga:


As coisas por ai não vem bem, sabemos. O frio, quando chega, se exagerado, faz o "milagre" da subida de preços dos alimentos de época. Aqui também é assim: muita chuva esse ano, desde o outono, multiplicou, para cima, os preços dos alimentos e com eles muitas outras produtos que nada têm a ver com estação chuvosa ou não. Aproveitam-se os nossos negociantes, donos de hiper ou supermercados, para elevarem todos os preços para não perderem a viagem. Desse jeito, quando as chuvas passarem e as colheitas estiverem dentro dos padrões normais da época, os preços também não voltam mais ao que eram; pelo contrário: continuam lá no alto! E assim crescem os lucros e os nossos bolsos vão se fazendo mais vazios, os fins de meses vão encurtando e o dinheiro nos bolsos, idem.

Há uma situação, hoje, neste país de salários safados - sem reajustes decentes - que me intriga: os nossos militares da Polícia Militar - força auxiliar das nossas Forças Armadas - em greve na Bahia e hoje no estado do Rio; querem um reajuste que elevem os seus soldos à altura dos que servem na capital federal, Brasília, que são de R$ 4.900,00; ora, os governos estaduais nunca têm dinheiro para esses aumentos justos e desejam aumentar em 38% pagáveis até fevereiro de 2013! O aperto é agora; a inflação grassa agora, não por um tempo futuro. A greve foi, como sempre, considerada ilegal; alguns de seus líderes presos. Uma das exigências, dos demais companheiros desses líderes, é a de que todos recebam anistia. Dona Dilma Roussef, a PresidentA, não concorda esquecendo, ela mesma anistiada pelo antigo regime militar, e por crimes (não houve crimes nessa greve impetrados pelos militares parados) muito mais graves, a brandura de atitudes da Justiça revolucionária em relação aos guerrilheiros. Para ela, “Dura Lex, sede Lex” aos grevistas. Teria a presidentA esquecido isso? Em pouco tempo, dois pesos e duas medidas. Quer dizer: a sardinha melhor para o seu lado e os outros que se explodam! É posição justa de uma pretensa liderança que se diz democrata? Isso é um problema da esfera dos governos estaduais, mas como aqui o governo central deseja estender seus tentáculos por todos os estados da Federação, em uma demonstração de crescimento socialista, ou comunista, ela se acha muito certa opinar e desrespeitar a Constituição Estadual vigente nos estados federativos. O interessante é que, para PUNIR ou REGATEAR reajustes corretos previstos em nossa Constituição - COMO OS DOS APOSENTADOS COM MAIS DE UM SALÁRIO MÍNIMO - esta é de imediato citada, mas para reconhecer os direitos de todos os cidadãos ninguém cita os termos da nossa Carta Magna de 1988. Os salários deles, sim, esse são sempre constitucionais!

Bem, compreendo as suas limitações em me mandar notícias. Não se preocupe, já disse antes. Faça-o apenas quando der. Estaremos sempre esperando. Fico por aqui, querida amiga com nossos abraços e beijos. Fique na cama quentinha. É muito melhor! Abraços aos demais parentes, amigos e vizinhos. Saúde.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O QUE É A VIDA?

Amiga Sil:


As palavras constantes desse PPS último, recebido de você, trazem em seu bojo verdades imbatíveis, conselhos sábios e tempo para a meditação. Ou se dança até o fim ou se dança ao Tempo de nossas vidas. O que é a VIDA? Sempre, e constantemente, me faço essa pergunta. A repetição das dúvidas faz-me parecer a um bicho embriagado por uma taça de absinto, que perdendo o rumo de seus passos o faz estacar para não se meter em camisa de onze varas.

Mas... A Vida a mim é um somatório de fatos bons e maus, doce, como a melhor fruta, digamos... Do Conde, ou picante como a mais terrível pimenta que se tem conhecimento, e que se a deixarmos, seja por negligência ou por indiferença, ela apodrece e vai acabar no lixo da História Humana.

A Vida tem seus momentos precisos e preciosos; seus tempos de acontecer e de findar a sua prodigalidade. Se não soubermos segurá-la, aproveitando todos os instantes de luz e de alegria, estaremos cegos e surdos a ela; e ela escorrerá por entre os nossos dedos como as areias das praias quando as tentamos segurar por muito tempo. Sorrir é preciso; dançar é outra necessidade; abraçar cada dia, como se fosse o último, uma sábia resolução.

Os instantes perdidos, não nos irão encontrar mais, nunca mais. A Vida não se repete a uma mesma fase, mas vai se alongar bem mais adiante, com cara nova, com sorrisos diferenciados. Por que desperdiçá-la? Sim, por quê? Usemo-la como se jamais ela fosse se repetir trazendo-nos as mesmas trilhas pintadas, porém, com cores novas e, contudo, com um deslumbrante porvir. Amemos sim; dancemos mais; abracemo-nos com intensidade repetida; alegremo-nos intensamente abrindo as janelas de nossas almas imortais a esse Milagre doado com Amor por Ela Mesma.

Com tal disposição e com tal alegria, quiçá paremos de nos perguntar: O que é a Vida?

Morani

terça-feira, 28 de junho de 2011

É O FIM DO MUNDO...

Prezado amigo Gerson Alt:

Estou perplexo a essa situação pela qual passa o nosso Brasil. Sabe que eu não vi na TV nem uma só publicidade sobre a Marcha Para Jesus? Se desse em algum canal, eu teria a oportunidade de observar, mas foi muito pouca a publicidade ou quase nenhuma, mas a para lembrar a Parada Gay, e de outros desviados do gênero, isso eu vi, e muita.

Há muito o governo brasileiro anda se assanhando em divulgar essa excrescência que é a união de pessoas do mesmo sexo. A Europa está mergulhada nesse reconhecimento aos mesmos direitos em constituir famílias homo. Aonde chegará a humanidade? Onde aportarão esses sujeitos que gritam pelos mesmos direitos que têm os casais normais?

Assisti o pastor Malafaia discursando em plena Praça do Congresso em Brasília. Ele como sempre muito entusiasta da implantação da verdade nos corações dos homens, mas de uma maneira contundente, extrapolando a alma do bom discurso como se pretendesse induzir as pessoas, à força, à aceitação de suas palavras. Não nego que seja um orador desses que impressionam; seus conhecimentos bíblicos são notáveis, mas é um homem que está em litígio com a Assembléia de Deus do Amazonas ou do Pará. Divergir é um direito a todos os cidadãos. Querer imputar falhas a uma determinada célula da igreja, a qual pertence, é reprovável e condenável. Acredito seja excesso de zelo! Se ele fosse realmente um membro de peso aprovado pela maioria, talvez tivesse sua voz acatada por todos. Aprecio o seu conhecimento sobre a Palavra de Deus, mas não os seus gestos e berros, como pastor. É uma inteligência iluminada, contudo a caminho da reprovação pelo Conselho Diretor da Assembléia de Deus em todas as igrejas do Brasil.

É preciso urgentemente tentar dar uma guinada de 360º nesse nosso Congresso. Não me parece medida de bom tom o que lá aceitam de cabeças baixas se as ordens partem diretamente do gabinete da Presidência da República com caminho certo à Câmara, em primeiro lugar e, posteriormente, ao Senado. Ambos os presidentes exacerbaram suas muitas Medidas Provisórias não dando fôlego ao Congresso no sentido de achar um só caminho que brindasse nossa Constituição – o cerne primordial de nossa Constituinte de 1988. O Brasil imita o mundo: caminham, ambos, de cabeças baixas e lambendo as botas dos que comandam as vidas cívica, social e econômica dos países livres (?). Pelas medidas sempre tomadas, podemos crer que a implantação do regime ditatorial não está em vias a ser implantado. Já há atmosfera para isso e creio, mesmo, que já estejamos vivendo o embrião de um regime de exceção que foi tão combatido pelos petistas à época negra do país do regime militar.

Essas são as considerações que tinha a comentar. Agradeço a remessa de tantos textos sobre a situação perigosa pela qual estamos passando. Paz em Deus e que os Céus interponham barreiras a mais absurdos como esses de agora. Abraços.

Morani

segunda-feira, 20 de junho de 2011

DIZER ADEUS...

DIZER ADEUS...

Abri janela e o tempo estava claro, seco e sem nuvens..
O mundo está diferente!!... Muita coisa mudou, outras não existem mais...

Esqueci de dizer adeus!!!...

Não vejo mais algumas aves, não vejo tantas flores e florestas...
Não vejo os fins de tarde com lindos cúmulos de nuvens...


Vamos dizer adeus às abelhas, as borboletas, aos beija flores, aos rios, aos anjos...as flores
Porque não adianta mais reclamar, denunciar, eles não ouvem...
Somos da paz, e a paz eles não ouvem...
Falar de amor à natureza para alguns parece esquisitice...
Não sabem o caminho, tomam trilhas incertas...

Estou triste! Não sei se isso importa a alguém...
Com certeza não, ninguém se importa!
Não vamos conseguir salvar a natureza...
Ela já chora desesperada, é queimada junto com seus filhos.

Só nos resta dizer adeus ao planetinha Terra, ele morre...
E todos negam um ultimo abraço, estender as mãos.

Ninguém se importa com os animais assustados, queimados, expulsos dos campos que sempre habitaram.

Ninguém se importa!!...

Só nos resta dizer adeus ao mundo maravilhoso que existiu...

07/07/2007

TRISTEZA!?

TRISTEZA!?

Tristeza!? É meu amigo hoje estou assim, como é ruim a tristeza, tira tudo da gente, o animo, a vontade de ir a Igreja, Eu ando um pouco assim, será a idade chegando, os filhos crescendo e tomando seus rumos e agente ficando num mesmo ponto.

Será a síndrome da segunda feira, foi-se a liberdade, não sou vagabundo, o trabalho sempre fez parte da minha vida, mas como ele tira a liberdade da gente...E a vida tão curta...

É meu amigo, meu coração dói, alma pesa com a culpa de faltar a Missa.

Será que Deus perdoa? Acho que sim, pois em troca prometi a Ele publicar algumas orações na internet para o Seu mundo. Não foi isso que Ele disse: Ide até os confins da Terra e evangelize, não foi?

É meu amigo, amanha começa outro mês, tudo de novo, discussões no ambulatório, pacientes doentes com todas as razões do mundo atrás de médicos. Nós estamos na linha de frente pra dizer não.

O coração dói em ver gente pobre como eu, sofrendo e não podemos fazer quase nada, apenas dizer um suave não, e aconselhando: agende sua consulta para outro dia. Mas as dores, sofrimentos lhes machucam hoje, noutro dia talvez alguns deles já morrêssemos como já aconteceu, ou por um milagre de Deus a doença se foi.

É meu amigo, sinceramente não consigo compreender esse mundo. Acho que vim de um lugar que a liberdade era lei. Não a liberdade de vagabundos, se é que você me entende, mas a liberdade de poder voar como os pássaros, amar as flores como as abelhas, a liberdade de trabalhar feliz como as formigas...

Rivaldo R. Ribeiro

MENSAGEIROS DA PAZ...

Textos de Rivaldo R.Ribeiro RIVALDO R.RIBEIRO-

MENSAGEIROS DA PAZ, NÃO PERMITAM QUE APAGUEM O ARCO ÍRIS!!!


Os mensageiros da Paz estão tristes...
Tombam os fracos e inocentes...
Tombam as florestas e o que nelas habitam,
Os rios se tornam sangue venoso, o ar em gás letal.
Os bons que dispersam dão lugar aos devastadores...
Jovens confiantes tapam olhos e ouvidos à sua miséria...


Cidades barulhentas estão desertas, apenas movem-se as máquinas...
Palácios fortificados fogem com medo,
Fecham-se, se calam, ilhados em si mesmo.


O silêncio soluça no meio da devastação,
Os mensageiros da Paz estão tristes e angustiados,

Ninguém se importa!

Não abaixem a cabeça, continuem insistindo...
Não queremos ouvir gritos, desesperos, fome...
Não queremos ver planícies vermelhas e movediças,
Não queremos ver o céu sem arco íris,
Não vamos permitir que apaguem o céu...


Estão tristes quase ninguém se importa com isso,
Um dia correrão para vocês atordoados em busca de uma gota de água!!


Ai de ti, devastador que ainda não foste devastado,
Salteador que ainda não foste saqueado!
Quando acabares de devastar, serás devastado,
Quando acabares de saquear, serás saqueado. (Isaias 33,1)



"Meus queridos amigos, meu espírito de luta se deprime, não consigo compreender meus iguais, sinto no coração e na alma uma tristeza funda que quase me paralisa, porque tanta devastação?".

Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 18:41 0 comentários
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